O procurador João Akira Omoto, do MP federal, autor da ação que tentava impedir a inclusão do projeto da usina no Tibagi no leilão da Aneel, disse que foi intimado a 1h15 da madrugada de ontem sobre a decisão. Às 7 horas o MP entrou com recurso contra a decisão e, duas horas depois, já estava indeferido.
Omoto disse que na próxima semana vai avaliar o que pode ser feito ''para garantir o direito das pessoas que moram na região.'' Além disso, o procurador lembrou que o TRF da 4 região deferiu um agravo de instrumento em maio no qual o Ibama é considerado o órgão competente para fazer o EIA. ''O leilão seria nulo então. Mas não transitou em julgado ainda'', explicou.
A bióloga Sirlei Bennemann, que integra a Frente de Proteção do Rio Tibagi, lamentou a decisão. ''Não dá para engolir uma decisão que passa por cima da lei e desconsidera todas as irregularidades no EIA da usina'', disse.
O movimento em defesa de um dos rios mais importantes do Paraná reuniu mais de 10 mil assinaturas contra a construção da Usina Mauá. O kaingang Luiz Amaral, que trabalha para a Funai, disse que seu povo está determinado em impedir a construção da usina Mauá, que atingiria direta e indiretamente pelo menos cinco aldeias da Bacia do Tibagi. ''O Rio Tibagi é nossa vida, nosso alimento'', atestou.(Colaborou Vanessa Navarro)

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