Arapongas - O promotor de Defesa da Saúde Pública de Arapongas, Marcos Vinicius Pesenti, vai tentar um ''aporte de recursos'' para a Santa Casa da cidade, que suspendeu ontem, por tempo indeterminado, o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O assunto será discutido em uma reunião hoje na sede da 16 Regional de Saúde, em Apucarana, com a presença de diretores de Santa Casa e do Ministério Público.
A Santa Casa decidiu suspender o atendimento em função dos valores repassados pelo SUS aos médicos plantonistas, em especial nas especialidades de obstetrícia e pediatria. O hospital recebe quase R$ 250 mil por mês do Estado para atender os pacientes do SUS, mas reclama de uma defasagem de R$ 75 mil, apenas nas duas especialidades.
Com a suspensão no atendimento, os dois maiores hospitais da cidade viveram realidades bem diferentes ontem. A Santa Casa teve um dia tranquilo. Apenas alguns pacientes procuraram o hospital no período da manhã, mas foram informados que o atendimento estava suspenso por tempo indeterminado.
A instituição também deixou de atender alguns pacientes que estavam com consultas agendadas. Foi o caso da confeiteira Francislaine Queiroz, que procurou o hospital no horário previsto, mas foi informada que não seria atendida. Francislaine disse que não sabia da suspensão no atendimento e que isso causa transtorno porque ela aguarda a consulta desde novembro.
Já o Hospital Regional João de Freitas teve um movimento considerado acima do normal, uma vez que o plantão do dia seria da Santa Casa. Além de pacientes em busca de atendimento ou com consultas agendadas pelo SUS, havia um grande número de pessoas aguardando a vez para visitar amigos ou parentes internados. A maior reclamação era quanto à demora no atendimento. A diretoria do João de Freitas foi procurada, mas preferiu não se manifestar.

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