Londrina - O Ministério Público solicitou que o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea) vistorie as condições estruturais de duas unidades de saúde de Londrina: do Jardim Leonor, que funciona 24 horas, e também do Jardim União da Vitória, que atende 16 horas por dia. A suspeita é de que a estrutura dos prédios possam estar debilitadas por conta de infiltrações. O MP também cobra a melhora de atendimento nas unidades básicas de saúde e também no Pronto-Atendimento Municipal (PAM) e Pronto-Atendimento Infantil (PAI).
De acordo com o promotor de Defesa da Saúde, Paulo Tavares, o setor de serviço social do MP apurou no início do mês que pacientes chegam a esperar cinco horas pelo atendimento no PAI e até sete horas no PAM. ''A espera por uma consulta agendada chega a ultrapassar um mês'', comentou Tavares.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) motivou o Ministério Público a tomar as medidas ao entregar um relatório ao MP e notificar a prefeitura sobre as condições de atendimento no município. Segundo Tavares o relatório apurou que ''instalações físicas são precárias, faltam materiais, equipamentos. São várias irregularidades''.
O presidente do Crea, Jefferson Oliveira da Cruz, afirmou que a vistoria nas unidades de saúde do Jardim União da Vitória e Leonor ainda não foram agendadas, ''mas provavelmente será feita em outubro por uma equipe que vai verificar questões estruturais, elétricas, se há algum vazamento ou falta de impermeabilização'', resumiu.
De acordo com Márcio Nishida, diretor executivo da Secretaria Municipal de Saúde, a partir do dia 1º de outubro, ''todos os plantões no PAI, PAM e Leonor estarão fechados, sem furos''. Segundo ele 30 médicos que passaram no concurso público da prefeitura já estão sendo convocados.
Em relação às questões estruturais, Nishida confessou que ''há problemas''. Ele disse que já foi pedida uma avaliação das 52 unidades básicas de saúde do município, ''as que precisarem de reformas emergenciais serão feitas''.

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