Rio de Janeiro - O Mistério Público (MP) do Rio quer ouvir dois filhos do diretor de Gás e Energia da Shell, Todd Staheli, 39 anos, assassinado no último domingo. Além dos filhos da vítima uma menina de 13 anos e um menino de 10 anos um casal amigo da família também poderá ser convocado para depoimento.
Segundo o Ministério Público, foi pedida à Justiça a ''produção antecipada de provas''. Com isso, as quatro testemunhas poderão ser ouvidas em juízo, com auxílio de um tradutor.
As promotoras Monica di Piero e Marcele Navega alegaram que a polícia encontrou dificuldades, apesar da presença de um representante do consulado americano, em ouvir as testemunhas.
O crime ocorreu no condomínio Porto dos Cabritos, na Barra da Tijuca (zona oeste), e é um mistério para a polícia. Staheli e a mulher, Michelle Staheli, 34, foram atacados enquanto dormiam. O casal foi encontrado pelo filho de 10 anos, que entrou no quarto atraído pelo despertador que não parava de tocar. As vítimas foram atingidas por um objeto cortante, provavelmente uma machadinha ou uma tesoura de jardineiro, segundo a polícia.
A mulher do executivo está internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Copa D'Or. O casal, de nacionalidade norte-americana, mudou-se para o Brasil havia apenas três meses, com os quatro filhos: três meninas de 13, 5 e 3 anos e um menino de 10 anos.
A polícia do Rio também quer ouvir em depoimento formal a filha mais velha do diretor da Shell. Em depoimento informal, a adolescente disse que o pai recebeu um telefonema de Londres para tratar dos projetos do gasoduto Brasil-Bolívia. Staheli teria se sentido pressionado, de acordo com o secretário da Segurança, Anthony Garotinho. A Shell informou que o executivo nunca comentou sobre ameaças.
Terça-feira, o delegado Carlos Henrique Machado, da Delegacia de Homicídios, afirmou que a adolescente só deverá deixar o País após prestar depoimento à policia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o pedido já foi feito à Justiça.
As portas da casa não foram arrombadas. Peritos analisam vestígios na casa. Policiais coletaram impressões digitais e aplicaram uma substância capaz de detectar sangue. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fizeram buscas em uma lagoa localizada nos fundos do condomínio na tentativa de achar a arma usada no crime.
Os pais de Staheli e irmãos de Michelle chegaram terça-feira ao Brasil.

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