MP quer mediar conflito entre médicos e operadoras
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
<br> Reportagem Local <br> 
Curitiba - A Promotoria de de Defesa do Consumidor de Curitiba enviou ontem ofício à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Sindicato Nacional das Empresas de Medicina de Grupo (Sinamge), Associação Médica do Paraná (AMP), Sindicato dos Médicos e Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), colocando o Ministério Público à disposição para mediar o conflito entre médicos e operadoras. Até o final da tarde de ontem, somente a AMP havia respondido positivamente ao ofício.
Desde ontem, médicos paranaenses estão deixando de atender pacientes de 43 planos de saúde. A suspensão, programada para contecer até o dia 26 deste mês, deve afetar cerca de 400 mil usuários. Durante os 15 dias de paralisação, são mantidas apenas as consultas de emergência e urgência. Os procedimentos eletivos terão de ser reagendados. Pacientes que insistirem em realizar as consultas no período de suspensão podem optar por fazer o pagamento particular e, dependendo do contrato que possuem com as operadoras, pedir em seguida o reembolso.
A categoria reivindica que as empresas passem a pagar no mínimo R$ 80 por consulta, que adotem o índice econômico nacional como plano de referência para o reajuste anual dos contratos e que reconheçam as entidades médicas paranaenses como legitimadas para a realização de acordos e negociações. Hoje os médicos contam que recebem em torno de R$ 42 por procedimento realizado.
Representantes da AMP e do Sindicato dos Médicos não informaram quantos profissionais aderiram à paralisação no Paraná.


