Rio Branco, 14 (AE) - O Ministério Público Federal (MPF) deverá pedir esta semana a prisão preventiva de 35 envolvidos com o tráfico internacional de drogas e grupos de extermínio no Acre. Da lista, apenas quatro ou cinco já estão presos em Brasília. Entre os que podem ser presos estariam empresários e pessoas influentes no Estado. Os pedidos estão sendo preparados pelos procuradores Roberto Santoro e Raquel Dodge e devem ser analisados pelo juiz Pedro Francisco da Silva, da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal, o mesmo que já expediu 29 pedidos de prisões temporárias e preventivas do grupo do ex-deputado Hildebrando Pascoal.
As denúncias estão fundamentadas nas investigações feitas pela CPI do Narcotráfico, que por duas vezes esteve instalada em Rio Branco e tomou os depoimentos dos empresários Raimundo Damasceno, Abrahão Cândido e Edilberto Pinheiro, que negaram envolvimento com o crime organizado.
Cerca de 20 homens das polícias civil e militar estão desde sexta-feira (12) vasculhando fazendas e cidades próximas da capital acreana para encontrar o vereador Alípio Ferreira (PPB) e o dentista Sete Pascoal, irmão de Hildebrando. Alípio e Sete estão com prisão decretada pelo juiz da Vara do Tribunal do Júri
Marco Antonio Barbosa e desapareceram da cidade. Os dois são acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) de participar do assassinato e esquartejamento do motorista Agilson Santos Firmino, o Baiano. Alípio teria emprestado um armazém para manter Baiano em cativeiro antes de ser torturado, castrado e mutilado.
As prisões só foram possíveis mediante informações de 13 testemunhas do MPE. Todas serão incluídas no Programa de Proteção à Testemunha do Ministério da Justiça. Três delas indicaram a localização do cemitério clandestino onde a Polícia Federal encontrou três ossadas de pessoas supostamente mortas pelos homens de Hildebrando.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) condenou a ex-presidente da Fundação de Bem-Estar Social do Acre (Funbesa) Kelly Pessoa da Silva, mulher do deputado estadual José Aleksandro (PFL/AC), a devolver 200 UPFs - cerca de duzentos reais - aos cofres do Estado pela má utilização do dinheiro da Funbesa durante o ano de 1998. Apesar do pequeno valor, Kelly recorreu mas o TCE manteve a condenação.

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