MP pede retirada de famílias de área de risco
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Folhapress 
São Paulo - O Ministério Público do Paraná entrou com uma medida cautelar pedindo a retirada preventiva das famílias em áreas de risco no Litoral. As fortes chuvas na região provocaram quatro mortes, deixaram mais de 16 mil pessoas fora de casa, destruíram plantações e causaram a queda de pontes e danos em estradas.
Em nota divulgada pelo MP, a promotora Rosana Mikrut da Rocha Loures Demchuk disse que pediu também reforço e vigilância policial nas áreas desabrigadas, para proteger o patrimônio das famílias e deixá-las mais seguras para sair de suas casas. ''Queremos que a medida cautelar apresentada sirva como base para que novas tragédias não venham a ocorrer e que a região, se de fato não tiver condições, não volte a ser ocupada'', afirma a promotora.
Segundo a nota da Promotoria, deve ser preparado um estudo sobre a condição de morros e encostas da cidade de Antonina.
Ontem subiu para quatro o total de mortes no Paraná em decorrência das chuvas. A última morte confirmada pela Defesa Civil do Estado aconteceu em Morretes. As outras três foram em Antonina (2) e em Honório Serpa (1).
Também em decorrência das chuvas, Morretes e Antonina decretaram estado de calamidade pública. Já Guaratuba, Honório Serpa e Paranaguá estão em situação de emergência.
Ao todo, quase 31 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas em todo o Estado, sendo que mais de 16 mil tiveram que deixar suas casas. Dessas, 14.363 pessoas estão desalojadas, ou seja, estão em casas de amigos e parentes, e outras 2.487 estão desabrigadas - precisaram ser encaminhadas para abrigos públicos.


