MP pede prisão temporária de suspeitos por morte de Olga
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de julho de 2018
Isabela Fleischmann<br>Reportagem Local 
O MP (Ministério Público) entrou com pedido de prisão temporária contra Luiz Reis Garcia e Antônia Helena Garcia. Ambos são suspeitos de envolvimento na morte de Olga Aparecida dos Santos, 51, cujo corpo foi encontrado no estacionamento de um prédio residencial na rua Mato Grosso, no centro de Londrina.
Luiz e Antônia haviam sido liberados após audiência de custódia realizada no dia 26 de junho, dois dias após a morte de Olga. A promotora Susana de Lacerda pede a revogação da liberdade de Antônia e a conversão da prisão domiciliar de Luiz, marido da vítima, para regime fechado. Os outros dois parentes de Garcia que tinham sido presos em flagrante, Amaury e Cleverton Garcia, também foram soltos nas audiências de custódias.
O CASO
A Polícia Militar foi acionada na tarde de 24 de junho para atender chamado de suposto suicídio em edifício da região central da cidade. No entanto, o caso passou a ser tratado como possível feminicídio pela Delegacia da Mulher. Segundo a delegada Geanne Timóteo, o laudo de necropsia mostrou que a vítima foi agredida com um objeto cortante antes da queda do quarto andar.
Inicialmente, a Justiça havia decretado a prisão preventiva de Luiz Garcia. No entanto, a juíza Márcia Guimarães Marques determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Marcelo Gaya, um dos advogados da família Garcia, disse que não teve acesso aos motivos do Ministério Público para o pedido de recurso. "Aguardamos a decisão judicial", disse.
Já o advogado Clayton Rodrigues, que representa os filhos da vítima, também aguarda a análise da Justiça. "Estamos buscando esclarecer todos os fatos, investigando cada indício que há e esperamos que a autoria e participação de cada um seja apurada e, se for confirmada, a aplicação da lei", afirmou.
A delegada da Mulher, Geanne Timóteo, solicitou prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, prevista inicialmente para terça-feira (3). "É um caso complexo, pedi alguns dias para concluir, dependo de laudos e outras diligências fundamentais", explicou. Segundo a delegada, faltam resultados de laudos do Instituto de Criminalística e toxicológico.


