MP pede prisão preventiva de terceiro suspeito de latrocínio de empresário
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terça-feira, 25 de setembro de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
O promotor Thadeu Augimeri de Goes Lima concordou com o entendimento da Polícia Civil e pediu a prisão preventiva do terceiro suspeito da tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) do empresário Rafael Francisco Martins, 48, assassinado com um tiro na cabeça na quarta-feira passada (19). O rapaz, que é maior de idade, ainda é procurado, como informou o superintendente da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Ilkiu. O nome não foi revelado para não atrapalhar as investigações. Um adolescente, que teria atirado, também continua foragido.
A solicitação do Ministério Público deve ser analisada em breve pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Luiz Valério dos Santos. O empresário foi assassinado quando saía de carro junto com a esposa do condomínio onde morava, no cruzamento das ruas Engenheiro Francisco Adalberto Nogueira e Paulo César Fraga Abelha, próximo ao Alphaville, região sul de Londrina. De acordo com a polícia, o disparo foi efetuado depois que Martins, já rendido, tentou tirar o cinto de segurança.
Durante depoimento na delegacia, a sobrevivente repassou a placa do Palio prata usado na fuga dos assaltantes. O carro foi apreendido na garagem de uma casa do jardim Olímpico, zona oeste. A residência é de Mateus Farias Alves da Silva. Ele foi preso em flagrante com Martiliano Bispo Pereira, que, conforme a Polícia Civil, pegou o carro do irmão para praticar o roubo. Os dois prosseguem presos preventivamente, decisão tomada após audiência de custódia.
Segundo o promotor, "a liberdade do terceiro suspeito traz grave risco à ordem pública e é causa de descrédito da atividade jurisdicional, bem como gera comoção e insegurança na população, diante da gravidade dos crimes e dos prejuízos irreparáveis gerados por seus atos."
O advogado Leonardo Martins Félix, responsável pela defesa dos suspeitos, informou que tenta revogar as detenções com um habeas corpus no Tribunal de Justiça. Rafael Francisco Martins era proprietário de uma empresa de entregas rápidas.


