Curitiba - A Promotoria de Proteção à Saúde Pública de Curitiba do Ministério Público do Paraná (MPPR) requereu ontem, à Polícia Civil, a abertura de novo inquérito para investigar eventual participação de outras pessoas no caso de antecipação de mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral do Hospital Evangélico, na capital.
O Núcleo de Proteção aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), que deve presidir o inquérito, vai apurar a atuação de outros profissionais de saúde, incluindo os ex-diretores da instituição. "É uma investigação para saber se existem elementos concretos ou indícios de outras irregularidades. Tudo será apurado pelos policiais neste novo inquérito", disse o promotor de Justiça Paulo Sérgio Markowicz de Lima.

Prisão
O MPPR aguarda a decisão do juiz Daniel Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, sobre o pedido de restauração da prisão da médica Vírginia Helena Soares de Souza. Segundo o promotor Paulo de Lima, o pedido foi baseado na repercussão do caso junto à opinião pública e também para evitar possível intimidação de testemunhas. "Ela é acusada de sete homicídios duplamente qualificados, é um caso com muitas testemunhas, diversos depoimentos. Por isso, pedimos que a prisão da acusada seja restaurada", informou.

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