MP pede liberdade dos acusados
Curitiba - Após a tomada de novos depoimentos no sábado, membros do Ministério Público do Paraná ingressaram ontem na Justiça Estadual com um pedido de liberdade provisória dos acusados. Segundo os promotores Ricardo Casseb Lois e Paulo Sergio Markowicz de Lima, eles não representam perigo à sociedade, já foram ouvidos pelas equipes que investigam o caso várias vezes e cederam material genético para os exames de DNA. Até o fechamento desta edição, o processo ainda era analisado pelo juízo criminal de Colombo.
"Durante o interrogatório, os acusados alegaram inocência e afirmaram que foram torturados para confessar o crime. Para os promotores de Justiça, as provas que existem contra os acusados no inquérito, até o momento, não são suficientes para iniciar o processo criminal", diz uma nota divulgada pelo Ministério Público. O advogado dos acusados, Roberto Rolim de Moura Júnior, foi destituído pelos seus clientes no sábado à noite, durante os depoimentos.
Moura teria interrompido a nova interrogação feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), reclamando de não ter sido avisado sobre a tomada dos depoimentos. Ele pediu que os quatro suspeitos do assassinato da menina Tayná Silva se mantivessem em silêncio, sem acordo. Edward Carvalho, membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que acompanha o caso, disse que a entidade vai investigar a resistência de Moura em pedir ele próprio a liberdade provisória dos acusados. (J.L.J.)





