MP pede internação provisória de garoto que matou colegas
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sábado, 21 de outubro de 2017
Breno Pires Agência Estado 
Brasília - O promotor Cássio Sousa Lima, da Vara Criminal do Ministério Público em Goiânia, pediu neste sábado (21) a internação provisória, por 45 dias, do adolescente que matou a tiros dois colegas de classe no Colégio Goyases, na sexta-feira (20), na capital de Goiás. Esse é o prazo estimado para a conclusão do processo e a decisão da justiça.
Lima confirmou que já encaminhou o pedido à Vara da Infância e Juventude, após ouvir na tarde deste sábado o adolescente de 14 anos, acompanhado do pai, oficial da PM, e da advogada. Um juiz deverá convocar o garoto para depor na segunda ou na terça-feira e então tomar uma decisão provisória. Só ao fim do processo virá uma decisão definitiva. A internação máxima de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente é de três anos.
Segundo o promotor, o adolescente disse estar arrependido enquanto prestou depoimento. "Ele demonstrou arrependimento", reforçou. O garoto confirmou que vinha pensando em fazer uma retaliação aos colegas que lhe faziam bullying.
Ainda de acordo com o promotor, o pai se mostrou consternado e disse que a família "perdeu o chão". O pai também teria dito que a arma estava em local seguro e difícil de acessar.
A mãe não esteve no depoimento porque foi internada, em choque, após o acontecimento, e ainda não teve alta.
LOCAL SEGURO
O promotor pediu a internação no Centro de Internação Provisória de Goiânia, mas solicitou que ele fique em um local seguro. "Pedi um cuidado especial à polícia judiciária", disse. Segundo ele, é recomendável evitar que o adolescente fique perto de outros infratores menores de idade considerados perigosos.
Embora o adolescente ainda deva ser ouvido no início da próxima semana, não está descartada a possibilidade de uma juíza de plantão tomar uma decisão quanto ao pedido de internação provisória.
O CASO
O adolescente baleou quatro colegas dentro da sala de aula na escola Colégio Goyases. Filho de policiais militares, ele usou a arma da mãe, levada à escola particular escondida dentro de uma mochila. O jovem realizou os disparos dentro da classe, em um intervalo entre aulas, e foi imobilizado por uma coordenadora e por colegas quando tentava recarregar a arma. Um dos mortos, com um tiro na cabeça, foi um suposto desafeto do garoto. Depois, segundo relato do próprio atirador à polícia, ele perdeu o controle e sentiu vontade de matar mais, atingindo outros colegas.
Outro jovem morto tinha 13 anos.


