Curitiba- O Ministério Público pretende estender para todo o Estado o pedido para que as Vigilâncias Sanitárias municipais verifiquem se está sendo comercializado no Paraná algum dos lotes de leite fraudado que era produzido em Minas Gerais. Na semana que vem, o MP deve pedir ainda que sejam analisadas amostras de outras marcas de leite vendidas no Estado, para averiguar a qualidade do produto.
A preocupação surgiu depois que uma operação da Polícia Federal descobriu que duas cooperativas mineiras adicionavam água oxigenada e soda cáustica ao leite. O produto era vendido a empresas que produzem leite longa-vida. Esta semana, a exemplo do que já havia ocorrido em Londrina, o promotor João Henrique Vilela da Silveira, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa do Consumidor, instaurou um procedimento investigatório em Curitiba, requisitando à Vigilância Sanitária que faça uma vistoria nos estabelecimentos da Capital para verisicar se há algum dos lotes interditados.
Silveira também encaminhou ofícios aos promotores de defesa do consumidor do Estado, recomendando que eles requisitem os mesmos procedimentos em outros municípios. Além disso, o promotor afirma que na próxima semana deve solicitar a realização de testes em outras marcas de leite. ''Precisamos saber se outros leites também apresentam problemas'', justifica.
Ontem, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) divulgou nota em que afirma que o leite fraudado pelas cooperativas mineiras era vendido apenas em Minas e São Paulo. Além disso, a chefe da Divisão da Vigilância Sanitária de Alimentos da Sesa, Elaine Castro Neves, afirmou que o órgão já realiza análises na qualidade do leite. ''O departamento coleta, periodicamente, amostras de leite UHT (longa-vida) comercializado no Paraná, para verificar a qualidade dos mesmos, através de análises feitas no Laboratório Central do Estado (Lacen)'', explicou. Segundo ela, até o momento não existe nada que comprometa a qualidade do leite produzido e comercializado no Paraná.

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