Curitiba O Ministério Público (MP) Estadual encaminhou ontem requisição à Vigilância Sanitária e à Secretaria Estadual da Saúde para que fiscalizem junto a atacadistas e fabricantes de amendoim a presença da substância aflatoxina no alimento. O componente químico, produzido por fungos, é altamente cancerígeno e pode se instalar no amendoim quando as condições de coleta ou armazenagem do produto são inadequadas. O alerta dos riscos da aflatoxina foram feitos à Promotoria de Defesa do Consumidor pela Associação Brasileira da Indústria do Chocolate, Cacau, Amendoim, Malas e Derivados (Abicab). Na última sexta-feira, a entidade apresentou um estudo que indica ser o Paraná um dos estados com maior índice de contaminação de amendoim pela substância. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual.
Mais da metade das empresas avaliadas pela Abicab no Paraná apresentaram contaminação em proporção superior ao imposto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O sindicato pesquisou 40 empresas e encontrou o problema em 24. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, a Resolução RDC-274/02, da Anvisa, que regulamenta os produtos elaborados à base de amendoim comercializados no Brasil, estipula o limite máximo para a contaminação por aflatoxinas em 20ppb (partes por bilhão).
O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Consumidor também encaminhou ofício a todas as promotorias do Estado para que cobrem das Vigilâncias Sanitárias ou Secretarias de Saúde locais a fiscalização das empresas que trabalham com amendoim.
A Folha entrou em contato ontem com a Vigilância Sanitária Estadual, mas o órgão ainda não tinha conhecimento da solicitação enviada pelo Ministério Público.

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