MP pede explicações sobre erro em diagnóstico de Aids
Agência Estado
De Belo Horizonte
A direção do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, deverá explicar à Procuradoria da República em Minas os erros em exames para diagnosticar a presença do vírus da Aids realizados pelo laboratório da instituição entre agosto de 98 e maio deste ano. Ontem, foi enviado pelo Ministério Público ofício à direção do hospital. Em nota publicada nos jornais da capital, o HC assumiu enganos, possivelmente provocados por falha humana, nos resultados dos testes de cinco pessoas que foram consideradas soropositivas mesmo sem ter o HIV.
O HC também anunciou que convocaria 120 outros pacientes, cujos resultados acusaram a presença do vírus da Aids, a comparecer ao hospital para novos exames. A suspeita é que parte deles também possa ter sido vítima de equívocos.
Até o fim da tarde de ontem, de 30 pessoas contactadas, 12 haviam retornado ao hospital. Segundo o procurador Fernando Martins, o ofício dá prazo de 10 dias para que o HC envie as explicações. Junto com o documento seguiu a cópia da portaria federal nº 488, que dispõe sobre normas e procedimentos que devem ser adotados para os exames de HIV em todo o País.
Martins disse que o objetivo é saber as causas dos equívocos, que, mesmo que tenham atingido apenas os cinco pacientes já identificados, já teriam superado a margem de erro admitida nos laboratórios brasileiros para estes tipos de exame. Dependendo da resposta da direção do HC, pode ou não ser aberto inquérito. O diretor clínico do HC de Belo Horizonte, Henrique Oswaldo Gama Torres, informou que a instituição abriu sindicância interna para identificar a causa dos erros.





