MP oferece denúncia contra acusado de crime em Caiobá
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segunda-feira, 02 de março de 2009
Diego Ribeiro<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - A promotora de Justiça Carolina Aidar de Oliveira ofereceu denúncia, ontem, contra o acusado de ter matado o estudante Osíris Del Corso, 22 anos, e abusado sua namorada, M.P., no Morro do Boi, em Caiobá (Litoral). O crime ocorreu no dia 31 de janeiro. J.F.P., 32, teve sua prisão temporária transformada em preventiva, de acordo com o Ministério Público Estadual (MP-PR).
De acordo com a denúncia da promotora, J.F.P. é acusado de ter praticado os crimes de roubo seguido de morte, roubo seguido de lesão corporal grave, atentado violento ao pudor e por perigo de contágio de moléstia grave.
J.F.P. teria doenças graves contagiosas e teria exposto a jovem ao tentar abuso sexual. Ele está recolhido no Complexo Médico Penal, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba).
Ao oferecer a denúncia, a promotora respalda a investigação da força-tarefa que investigou o caso.
O texto da denúncia mostra que J.F.P. teria abordado Osíris e M. quando o casal percorria uma trilha na região. Ele teria ameaçado os dois, mostrando uma arma de fogo, e levado o casal até uma gruta onde teria dado voz de assalto, exigindo dinheiro. Com a recusa das vítimas, o acusado teria exigido que eles tirassem os shorts. Segundo o MP, no bolso do calção de Monik havia cerca de R$ 90, que teriam sido levados pelo acusado.
Ao reagir às investidas de J.F.P., Osíris e M. foram baleados. O fato teria ocorrido às 17h30, de acordo com os depoimentos de M.. Ela ainda contou que, à noite, o suspeito teria voltado ao local do crime com contatos íntimos.
Para a promotora, há indícios suficientes para embasar o início de uma ação penal. A prova testemunhal de M. não pode ser ignorada, uma vez que a vítima não teria nenhum motivo para fazer um falso reconhecimento do acusado. Além disso, nenhuma informação trazida no inquérito nos convenceu de que o denunciado possa ser inocente. Todos os detalhes do crime, no entanto, deverão ser discutidos ao longo do processo, no qual o acusado terá todas as ferramentas legais para se defender, afirmou Carolina, por meio da assessoria de imprensa do MP.
A reportagem da FOLHA entrou em contato com a defesa do suspeito, mas não conseguiu o contato.


