MP oferece 4ª ação penal contra Marcos Colli
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O Ministério Público (MP) ofereceu na sexta-feira a quarta denúncia criminal contra o advogado Marcos Colli, ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina. Além dos crimes de estupro de vulnerável e por fotografar crianças e adolescentes em poses sexuais, o ex-presidente do Partido Verde (PV) é acusado também de estupro com grave ameaça e violência.
Segundo a promotora da Vara da Infância e Juventude, Caroline Esteves, a nova ação se baseia em provas de materialidade, interceptações telefônicas, documentos apreendidos e relatos de vítimas e testemunhas ao longo da investigação. "Além de ameaçar e agir com violência, houve o constrangimento da vítima", afirmou a promotora. Neste processo, Colli vai responder pelos crimes contra três vítimas.
"O material recolhido é chocante. Vai além do que vimos ao longo da carreira. As consequências para estas vítimas são as mais devastadoras possíveis e impactarão, com certeza, para a formação destas crianças e adolescentes", frisou Caroline Esteves.
O advogado de defesa, Mateus Vergara, alega que o MP está relacionando a grave ameaça e a violência com uma arma encontrada no apartamento de Colli. "Este revólver pertencia ao irmão do Marcos Colli, que era escrivão de polícia. E que ficou na residência do Colli após a morte do irmão", explicou. Vergara informou que vai recorrer para a unificação dos processos.
Vergara apresentou na segunda-feira a defesa da primeira ação judicial contra Colli que tramita na 6ª Vara Criminal de Londrina. "A defesa está baseada em prostituição infantil e vício em pedofilia. Não tenho dúvidas que o Colli tem um transtorno mental e é preciso entender se isso fez com que ele não tivesse noção dos seus atos", relatou. "A mãe das vítimas confirmou que as filhas recebiam presentes e que ela recebeu dinheiro do Colli. Mas isso não exclui as responsabilidades dele." A Justiça deve marcar a primeira audiência em até 60 dias.
A defesa afirmou que vai insistir para que a Justiça indique uma junta médica para a realizar uma análise psicológica de Colli. "A lei prevê tratamento para quem tem um distúrbio mental", ressaltou Vergara.


