MP move ação contra distribuidora de lote falso de Androcur no PR
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quinta-feira, 29 de julho de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 30 (AE) - A procuradora federal dos Direitos do Cidadão no Paraná, Antônia Lélia Neves Sanches Krueger, ingressou hoje com um ação civil pública, na Justiça Federal, pedindo a decretação da indisponibilidade dos bens da Distribuidora de Medicamentos Abifarma, com sede em Curitiba, e a condenação da empresa a indenizar todos os pacientes de câncer do Hospital de Clínicas (HC) que receberam o medicamento Androcur falsificado em 1997. A empresa foi responsabilizada pela venda desse medicamento ao HC.
O remédio é utilizado no tratamento de pacientes com câncer da próstata. Porém, segundo levantamento da Procuradoria, o produto, fabricado pelo Laboratório Shering do Brasil, administrado a 90 pacientes entre junho e meados de dezembro de 1997, era um placebo, sem o princípio ativo do medicamento. Antônia Krueger quer que a Abifarma pague, no mínimo R$ 30 mil, a cada paciente que recebeu o Androcur falso. Requer, ainda, o ressarcimento da Universidade Federal do Paraná, que mantém o HC
do valor gasto para comprar o remédio. Foram pagos R$ 60.480,00 por 22.400 comprimidos do lote 351.
Foi o próprio Laboratório Shering do Brasil que alertou o Ministério da Saúde sobre o fato de que não tinha produzido nenhum lote com essa numeração.


