Curitiba – O Ministério Público (MP) do Paraná já colheu os depoimentos de 190 pessoas sobre os excessos cometidos pela Polícia Militar (PM) durante a votação das mudanças na Paranaprevidência, no dia 29 de abril, em Curitiba. Na ocasião, mais de 200 manifestantes ficaram feridos, atingidos por balas de borracha, bombas de efeito moral e mordidas de cães pit bull. Segundo balanço divulgado ontem, a instituição recebeu 274 mensagens pelo e-mail [email protected], criado para coletar vídeos e fotos relacionados aos acontecimentos. Os números incluem a capital e as cidades do interior.
O órgão também reiterou expediente ao governador Beto Richa (PSDB), no sentido de que sejam remetidas, com urgência, informações detalhadas sobre as ações do poder público realizadas no Centro Cívico. À Secretaria de Segurança (Sesp), o MP concedeu mais dois dias para o envio dos dados. A entidade renovou, ainda, a requisição de informações ao comandante-geral da PM, já que ele teria repassado os esclarecimentos somente à Sesp. Apesar de ter deixado o governo, o deputado federal Fernando Francischini (SD) recebeu um ofício nominal, uma vez que naquela data exercia o comando da pasta.
Dentre os dados solicitados estão os detalhes do planejamento e a execução das ações policiais desencadeadas. Além das investigações em curso na Procuradoria, há um inquérito em andamento na Polícia Civil, com o registro de 181 boletins de ocorrência, e um na PM. No total, foram emitidos 117 laudos de lesões corporais.

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