São Paulo - O Ministério Público de São Paulo irá recorrer da decisão judicial que concedeu prisão domiciliar ao ex-médico Roger Abdelmassih. Além de contestar a decisão, o promotor Luiz Marcelo Negrini de Oliveira Mattos, responsável pelo caso, irá apresentar um mandado de segurança para Abdelmassih voltar a cumprir pena na cadeia.

Condenado a 181 anos de prisão por abusar sexualmente de pacientes, o ex-médico teve a prisão domiciliar concedida pela juíza da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, Sueli Zeraik Oliveira Armani, na última quarta (21). Na decisão, a juíza atribuiu a progressão da pena à falta de condições do presídio em oferecer tratamento médico ao preso, que sofre de cardiopatia grave.

Abdelmassih chegou a ser considerado um dos principais especialistas em reprodução assistida do País, antes de ser acusado por dezenas de pacientes por abuso sexual. O primeiro caso foi denunciado à Promotoria em 2008. Abdelmassih ficou foragido por três anos até ser localizado em 2014 no Paraguai, de onde foi deportado. A cassação definitiva do registro profissional ocorreu em 2011. Ele cumpria pena no presídio em Tremembé desde agosto de 2014.

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