Campos do Jordão (SP), 28 (AE) - Os postos de combustíveis de Campos do Jordão, a principal estância climática de São Paulo, estão sob investigação do Ministério Público por formação de cartel. A denúncia à promotoria ocorreu há dois meses e foi feita pelo suplente de vereador e publicitário José Carlos Fernandes. Segundo o denunciante, os preços sempre são praticados no valor máximo por todos os dez postos locais, independente da bandeira. "Não existe promoção ou concorrência no preço do combustível", comentou.
A cartelização nos preços, principalmente da gasolina, foi apontada numa avaliação feita pelo Procon a pedido da promotoria pública. Os preços sempre são colocados no valor máximo em todas as bombas. Quanto existe descontos, estão entre R$ 0,01 e 0,03. Esses descontos diminutos entram num sistema de rodízio, mudando de endereço depois de serem praticados por alguns dias.
Segundo Fernandes, um dos disfarces adotados nos últimos tempos, depois que a suspeita de formação de cartel passou a ser denunciada, foi diminuir o preço do álcool. Porém, a gasolina, que abastece mais de 95% da frota formada pelos habitantes locais e turistas, permanece sem alteração. No início deste mês, as promoções nos postos do Vale do Paraíba ofereciam combustível até 50% mais barato que em Campos do Jordão.
Um levantamento comparativo feito por Fernandes, para embasar sua denúncia, entre os valores cobrados nas bombas de combustível da estância e nas cidades vizinhas mostrou a prática de valores diferentes. As localidades próximas, algumas até mais distantes que Campos do Jordão, conseguiam praticar preços menores e competitivos. " O turista que é obrigado a abastecer na cidade está sem opção de preço", afirmou.

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