Curitiba - O Ministério Público (MP) Estadual instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar supostas irregularidades ambientais no Porto de Areia Belo Antonio, de propriedade do advogado Roberto Chinchev Albino, entre os municípios de Nova Fátima e Ribeirão de Pinhal. A investigação e o processo criminal partiram de denúncia feita em janeiro por moradores de Cornélio Procópio. O porto de areia, conforme a denúncia, não estaria autorizado e não teria competência para extração do material nas margens do Rio Laranjinha.
O MP investiga se houve degradação do ambiente nos 35 anos de exploração do porto. Os dados da denúncia estão anexados no processo 826.255/2005 do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), que já autuou e lacrou o porto de areia. O processo revela autorização para pesquisa de diamantes, minerais e areia na propriedade de 110,5 hectares até 2008. Mas a autorização não permite exploração comercial. A propriedade não possui autorização pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Técnicos do DNPM constataram que a areia era retirada para uso em construção civil. O IAP aguarda posicionamento do MP para conceder ou não alvará de licença. O alvará depende de compromisso de preservação de área de nascentes e replantio das áreas degradadas. A assessoria de imprensa do MP Estadual informou que as providências estão sendo tomadas e que o inquérito criminal e o processo crime estão em andamento.
O advogado Roberto Albino informou que fazia a extração da areia de forma artesanal para o pagamento dos funcionários da propriedade, que auxiliariam no trabalho de pesquisa. ''A areia era vendida para cobrir as despesas sociais que temos com os empregados. Mas a propriedade é minha. Não é arrendada. Temos autorização da Mineropar para atuarmos na área. Temos autorização provisória e parcial do DNPM. Apenas falta uma licença do IAP. Mas vamos conseguir em breve. Há 35 anos faço a extração de areia. Este processo agora é político e está sendo promovido por um inimigo pessoal'', defendeu-se.

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