Belém, 25 (AE)- O Ministério Público do Pará começou a investigar hoje denúncia feita por sindicatos e associações de motoristas de táxi sobre cartelização na venda de álcool e gasolina nos postos de Belém. Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas do Estado do Pará, Ruy Barbosa da Silva, o que deveria ser uma concorrência saudável em favor do consumidor, "virou jogo de cartas marcadas, com preços praticamente iguais em todos os lugares".
Barbosa disse que resolveu procurar o Ministério Público depois de receber dezenas de queixas dos seis mil taxistas de Belém. "O pessoal traz notas fiscais dos locais onde abastece e nelas se vê que os preços são iguais. As promoções desapareceram."
A promotora de Proteção e Defesa do Consumidor, Joana Coutinho, intimou hoje os representantes das cinco distribuidoras de combustíveis que revendem os produtos para os postos. Eles serão ouvidos em depoimento na terça-feira (29). "Cartel é abuso de poder econômico e pode ser punido com prisão", resumiu Joana.
Para o presidente do Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis do Pará, Augusto Bellard Pereira, não há cartel, mas apenas um "equilíbrio de preços em razão da boa qualidade dos produtos". Ele justificou que havia disparidade de preços porque alguns postos "adulteravam o álcool e a gasolina", prejudicando os consumidores.

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