MP formalizará acordo para desocupação da Figueira
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Rafael Fantin<br> Reportagem local 
O Ministério Público acompanha a ocupação dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Fazenda Figueira, em Paiquerê, distrito rural de Londrina, e deve formalizar um acordo na próxima semana com os envolvidos na negociação para saída dos invasores da fazenda experimental. A propriedade de 3,7 mil hectares é utilizada para pesquisas científicas e atendimento de alunos universitários.
No último dia 20, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Assessoria Especial de Assuntos Fundiários do Governo do Estado e representantes do MST e da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), responsável pela Fazenda Figueira, se reuniram com o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), e firmaram um acordo para vistoria da área com intuito de confirmar a produtividade, o cadastramento das 1,3 mil famílias acampadas e o não cumprimento da reintegração de posse, emitida pela 1ª Vara Cível de Londrina. A liminar foi suspensa nesta semana a pedido do MP.
"Até quinta-feira, vamos formalizar o acordo com os envolvidos para que a fazenda seja desocupada em até 3 dias após o resultado do Incra sobre a produtividade ou com a confirmação de áreas próprias para a desapropriação e assentamentos das famílias. O MP vai continuar acompanhando o caso mesmo após a saída dos acampados na Figueira", adiantou a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Solange Vicentin, em entrevista à FOLHA. Ela lembrou que os representantes do MST se reuniram na promotoria na última quinta-feira e a expectativa é de desocupação na semana que vem, dependendo da vistoria do Incra. "O MP acompanha os projetos desenvolvidos na fazenda há anos, que estão parados por conta da ocupação", acrescentou.
O superintendente regional substituto do Incra, Cyro Fernandes Júnior, informou que aguardava autorização dos administradores da Fazenda Figueira para realização da vistoria e que as famílias acampadas foram cadastradas na última terça-feira, quando o Incra esteve no acampamento na zona rural de Londrina. A possibilidade do ministro de Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, intermediar o conflito foi afastada pelo assessor de Assuntos Fundiários do Estado, Hamilton Serighelli. De acordo com ele, o ministério e o Incra responderam que a superintendência regional tem autonomia para resolução do impasse. "Uma solução pacífica está sendo construída sem necessidade de reintegração de posse", ressaltou.


