Rio, 17 (AE) - O procurador da República no Rio, Daniel Sarmento, afirmou hoje que poderá entrar com ação civil pública pedindo a interdição da usina nuclear Angra 1, caso a Defesa Civil Nacional não apresente, até o fim da semana, um cronograma para a troca das sirenes de alerta à população instaladas nas imediações da usina, em Angra dos Reis, a 150 quilômetros do Rio. As sirenes, que deveriam ser acionadas no caso de acidente nucler, não estão funcionando, segundo relatório preparado pelo procurador do Ministério Público Federal, que no dia 11 de novembro do ano passado acompanhou o Exercício Geral de Emergência da Central Nuclear de Angra.
O procurador constatou que, durante o exercício, o alarme não foi ouvido em vários pontos da cidade, dentro do raio de 5 km da usina - área de segurança. "Fizemos uma recomendação para que as sirenes fossem substituídas e a Defesa Civil pediu seis meses para realizar a mudança". afirmou. "Achei esse prazo descabido, até porque esse problema não é novo, por isso enviei novo ofício, estabelecendo até essa semana para a apresentação de uma solução paliativa". O secretário nacional da Defesa Civil, Pedro Augusto Sanguinetti, esteve reunido até o fim da tarde, em Brasília, e não foi localizado pela reportagem para comentar as declarações do procurador da República.

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