Rio Branco, 15 (AE) - O Ministério Público (MP) do Acre encaminhou à Promotoria de Boca do Acre, na região sul do Amazonas, o processo em que o ex-deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) é apontado como mandante da morte do estudante Artur Barbosa de Morais, sequestrado, torturado e esquartejado na cidade amazonense, em 1988.
A família sustenta que Morais morreu por motivos banais. De acordo com o que apurou o promotor Sammy Barbosa, o estudante atuava como "aviãozinho" (entregador de droga) e queria deixar a atividade. "O grupo não permitiu a saída dele e, temendo que fosse delatar os traficantes, resolveu matá-lo", contou um parente, que preferiu não se identificar.
Em 22 de outubro, Morais foi à festa de aniversário de Boca do Acre. Enquanto descansava na pensão onde estava hospedado, foi sequestrado por dois homens e, a partir daí, desapareceu. Alguns dias depois, um menino encontrou um pé humano calçado com um tênis, boiando no Rio Purus. A família reconheceu o tênis como sendo de Morais.
Além de Pascoal, o MP acusa também os policiais militares Manoel Maria, mais conhecido como "Coroinha", e Pedro Honorato Neto, o H. Neto. Os três estão detidos na Casa de Prisão Especial de Rio Branco, a Papudinha.

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