MP entra com ação e pede adequações no HU
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Reportagem Local 
Londrina - A Promotoria de Justiça da Saúde Pública de Londrina ajuizou ontem ação civil pública contra o Estado e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), para que sejam feitas adequações na estrutura de atendimento do Hospital Universitário (HU), que atende pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A Promotoria elenca, na ação inicial, diversas irregularidades no hospital, detectadas pela Vigilância Sanitária Municipal. Os problemas são decorrentes da insuficiência de recursos financeiros para manter a instituição. A Vigilância Sanitária revelou irregularidades nos setores de serviço de preparação da Terapia Antineoplásica (TA), serviço de administração da TA, unidades de Assistência, unidade de Internação Masculina, sistema de ar, água e controle de pragas, resíduos, lavanderia, setor de alimentos, banco de leite humano, saúde ocupacional e radiodiagnóstico.
Na ação, o promotor de Justiça Paulo Tavares requer que seja determinado ao Estado e à UEL, em 60 dias, a adoção de medidas para sanar as irregularidades detectadas no serviço de preparação da terapia antineoplásica, reformas nos sistemas de ar e exaustão, contratação de recursos humanos e capacitação de funcionários, além da manutenção de equipamentos, entre outras.
"Todos esses serviços estão sendo altamente prejudicados, principalmente porque a verba de custeio hoje repassada pelo Governo Estadual é insuficiente para fazer frente às demandas cada vez mais crescentes de pacientes, e também porque está havendo lento processo de reposição dos cargos que ficaram vagos em função de aposentadorias, sendo que atualmente há 236 vagas em aberto, havendo uma estimativa de que até o final do ano esse número chegue a 400", aponta a Promotoria, na ação. "O HU tem um deficit mensal de R$ 350 mil (somente no Centro de Tratamento de Queimados o déficit chega a R$ 120 mil) e, por isso, sem uma solução urgente, o hospital corre o risco de, até o final do ano, ser obrigado a reduzir drasticamente sua oferta de serviços", complementa.
A reportagem tentou contato com as assessorias da UEL e da Procuradoria Jurídica do governo, mas ninguém atendeu o telefone. A assessoria de comunicação do HU preferiu não se manifestar.


