São Paulo, 13 (AE) - O Ministério Público Estadual (MPE)
por meio da Promotoria da Cidadania, ingressou hoje com ação civil contra o ex-secretário municipal de Saúde Roberto Paulo Richter, por irregularidades cometidas no Módulo 1 do Plano de Antendimento à Saúde (PAS). Além dele, são acusados outros 11 administradores e três empresas que forneciam material e serviços de limpeza ao PAS.
As empresas, segundo os promotores da Cidadania Sérgio Turra Sobrane e Túlio Tadeu Tavares, autores da ação, eram formadas por parentes dos administradores do Módulo 1. Os serviços e materiais eram vendidos a preços superfaturados. Richter e o chefe de gabinete da secretaria, Luiz Eduardo Grandjean Pinto, são acusados de não adotarem nenhuma medida, apesar de terem conhecimento das irregularidades.
Os promotores requereram na ação liminar para o bloqueio de bens dos acusados. Segundo o MPE, o rombo causado pelo esquema foi de R$ 1,09 milhão. A indisponibilidade dos bens dos acusados foi requerida para a garantia do pagamento em caso de condenação pela Justiça. A reportagem não conseguiu localizar os acusados para comentarem a ação.

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