São Paulo, 12 (AE) - Duas equipes formadas por um delegado, dois promotores e seis policiais, cada uma, apreenderam na tarde de hoje documentação contábil de cinco floriculturas integrantes do consórcio de empresas que fornece flores para o Serviço Funerário da Prefeitura. Há suspeitas de que os papéis possam conter indícios de superfaturamento e cobrança de propinas. Segundo o promotor Roberto Porto, que acompanha as apurações, depoimentos ouvidos em sigilo judicial levam o Ministério Público e a polícia a acreditar que de 30% a 40% das arrecadações obtidas seriam referentes a propinas. "Suspeitamos que existam políticos ligados a esses esquemas", afirmou Porto.
Segundo ele, há indícios de que o crime esteja ocorrendo pelo menos desde a gestão passada. Os documentos deveriam chegar no começo da noite de hoje ao Instituto de Criminalística (IC), onde serão analisados a partir dos próximos dias. Só a equipe coordenada por Porto reuniu material suficiente para lotar dois porta-malas de carros. Além dos papéis, foi apreendido um cofre fechado, na Floricultura Exótica. Lá, não foi localizado o proprietário ou advogados que respondessem pela firma. A equipe de policiais e promotores foi atendida apenas por funcionários.

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