Londrina – O auditor Luiz Antônio de Souza e a jovem Carla de Jesus foram ouvidos ontem pela juíza Zilda Romero, na 6ª Vara Criminal de Londrina, na continuação da primeira audiência do esquema de exploração sexual desmontado em janeiro em Londrina. A audiência começou no dia 20 do mês passado, quando a vítima e testemunhas foram ouvidas, mas foi adiada após a intimação de mais uma testemunha de acusação.
Os réus, que haviam assinado acordo de delação premiada com o Ministério Público, deram ontem a versão oficial dos fatos para a Justiça. A defesa do auditor pediu uma acareação entre os dois policiais que prestaram depoimentos como testemunhas de acusação, mas o pedido foi indeferido pela juíza. O advogado de Souza, Eduardo Duarte Ferreira, sustentou que o cliente não chegou a consumar o ato com a adolescente.
A promotora Susana Lacerda informou que os dois réus confirmaram os fatos e que o processo segue para a fase final. "Concluída a instrução, os réus foram interrogados e o processo segue para o término. Após a última manifestação das partes, ocorre a sentença", detalhou. Segundo a promotora, não há uma data confirmada, mas há previsão que a sentença saia em 20 dias. "A prova era inconteste pelo flagrante, pela confissão, pela manifestação da vítima. Portanto, não havia dúvidas", completou.



Como o caso corre em segredo de justiça, os detalhes não foram revelados. A promotora informou também que a defesa pediu a juntada de um documento relativo ao registro da arma encontrada com o réu. "Nesse caso também há uma discussão de posse irregular de arma de fogo. A juíza estabeleceu o prazo de dois dias para este documentos vir aos autos".

mockup