São Paulo, 30 (AE) - Nos últimos anos, o Ministério Público (MP) desarticulou algumas quadrilhas que estavam por trás de entidades ditas filantrópicas. A organização Uma Luz no Caminho dos Velhinhos Desamparados, de Itaquaquecetuba (SP), foi uma delas.
Segundo o promotor João Estevam da Silva, do Grupo de Atuação Especial de Proteção ao Idoso, em vez de cuidar dos idosos, os diretores da entidade cuidavam de si próprios.
A entidade, com sede na Rua Petrópolis, 334, no bairro de Aracaré, foi interditada. Alguns diretores foram presos e estão sendo processados. Mas o promotor soube que a "obra" da entidade está em atividade, com outro nome, em Santos (SP) e Araçatuba, no interior de São Paulo.
Segundo Silva, as entidades filantrópicas ou sem fins lucrativos que têm declaração de utilidade pública municipal, estadual e federal podem arrecadar de pessoas físicas e de pessoas jurídicas. Podem também fazer campanhas pelos meios de comunicação para garantir a subsistência. Mas são obrigadas a reverter tudo o que arrecadam para a prestação do serviço a que se propõem.
Se o dinheiro for desviado, a entidade pode ser dissolvida judicialmente, a pedido do MP, e os responsáveis punidos criminalmente.
A Casa do Ancião União Brasileira, no bairro de Curuçá, em São Miguel Paulista, zona leste da capital, foi usada como fachada para uma quadrilha de mais de 30 integrantes dos quais 27 foram condenados e tiveram os bens apreendidos como garantia. O processo está na 8ª Vara Criminal.
O Grupo de Apoio a Entidades, que funcionava em Perdizes
arrecadava e desviava para fins pessoais dos diretores. A entidade teve toda a documentação apreendida; os responsáveis foram presos e processados. Denúncias ao MP podem ser feitas pelo telefone (011) 257-2899.

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