Curitiba - A Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré denunciou na quarta-feira passada, dia 7, sete ex-funcionários da empresa de Vigilância Centronic, acusados pela morte do estudante Bruno Strobel Coelho Santos, de 19 anos. O jovem foi flagrado pichando o muro de uma clínica no bairro Alto da XV, em Curitiba, na madrugada de 3 de outubro, quando foi sequestrado, torturado e assassinado com um tiro na cabeça.
Segundo nota divulgada pelo Ministério Público do Paraná, ontem, a denúncia foi feita com base nos autos de inquérito policial da Delegacia de Polícia de Almirante Tamandaré, que acusam seis ex-vigilantes pelos crimes de formação de quadrilha armada, tortura mediante sequestro, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Apenas um dos sete ex-funcionários, foi denunciado apenas por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Na opinião do MP-PR, o homicídio foi considerado triplamente qualificado por ter sido praticado para assegurar a impunidade do crime de tortura, por ter usado meio cruel - já que os acusados teriam feito o rapaz viajar amordaçado, confinado no porta-malas de um carro e o assassinado com um tiro único na cabeça - e por recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava subjugada e rendida por várias pessoas. A Promotoria concluiu que Bruno foi sequestrado por dois homens, torturado por seis e morto pelos sete acusados.

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