MP denuncia Urbs por não ressarcir usuários
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quinta-feira, 30 de outubro de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Ministério Público (MP) estadual ajuizou uma ação cívil pública contra a Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs) acusada de se recusar a ressarcir os usuários do sistema de transporte que compraram vales-transportes (VTs) metálicos falsos. Na opinião do procurador Ralph Luiz Vidal Sabino dos Santos, que assina a ação, a população não pode ficar com o ônus pelos VTs falsificados.
O MP não deu mais detalhes a respeito da ação. Entretanto, as denúncias de pessoas que afirmam ter comprado da própria Urbs os VTs falsificados devem fazer parte da argumentação do procurador. Desde que os VTs começaram a circular, a Urbs já encontrou 11 milhões de vales falsificados, sendo que muitos foram identificados a partir do dia 15 de agosto, quando a empresa começou a migração do sistema de VTs para o de cartões magnéticos.
Como a Urbs não está apreendendo os VTs falsos, os usuários podem levar os vales para casa mediante a assinatura de um termo de responsabilidade. Caso a ação do MP seja julgada procedente, os usuários terão direito a trocar esses vales por créditos nos cartões magnéticos ou por dinheiro, dependendo da decisão da Justiça.
As pessoas que ainda possuem VTs metálicos, falsos ou não, podem se cadastrar até o dia 5 de novembro pelo fone 156 para transformá-los em créditos no cartão magnético. Os VTs metálicos deixaram de ser aceitos no dia 18 de setembro, quando a Urbs começou a trocá-los por vales de papel com data de validade. Ontem terminou o prazo para que os usuários que tivessem vales de papel emitidos na primeira remessa trocassem seus passes por novos vales de papel, que terão validade até o dia 31 de dezembro. Até o final do ano, a Urbs espera que o sistema de cartão magnético já esteja em pleno funcionamento.


