São Paulo - Oito funcionários da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foram denunciados ontem à Justiça por formação de quadrilha e dano ao patrimônio público. Parte dos acusados ainda trabalharia no complexo, segundo promotores do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), responsáveis pelas investigações. A Febem informou que verificará a situação dos acusados e seus cargos na fundação.
Conforme a denúncia, os funcionários entregaram as chaves dos alojamentos aos internos, incitando a realização de rebeliões das unidades 30 e 31. Os funcionários dirigiam-se aos menores infratores e diziam para eles ''virarem a casa', ''agitarem' e ''fazerem tumulto'.
O objetivo, segundo promotores, era aumentar os ganhos com horas extras e exigir melhores salários. De novembro de 2002 a março de 2003, mais de 40 rebeliões foram registradas nas unidades. Em agosto de 2002 a presidência da Febem restringiu o pagamento de horas extras. Segundo o Gaeco, os funcionários denunciados, durante anos, tiveram seus salários muitas vezes quadruplicados com o pagamento de horas extras.

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