Londrina - Chegou a sete o número de denúncias oferecidas pelo Ministério Público à Justiça de Londrina relacionadas a uma suposta rede de exploração sexual de adolescentes. No entanto, a investigação iniciada em janeiro, com a prisão do auditor da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza, parece estar longe do fim. Mais de 20 vítimas já foram identificadas e cinco novos inquéritos devem ser abertos nos próximos dias, para cada um dos novos suspeitos que já estão na mira do Ministério Público e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O grupo já concluiu sete dos oito inquéritos abertos para apurar os supostos crimes sexuais. Ontem, a promotora da 6ª Vara Criminal de Londrina, Susana de Lacerda, ofereceu denúncias relacionadas a cada um dos suspeitos presos até o momento. O ex-delegado Regional da Receita Estadual de Londrina José Luiz Favoreto Pereira teria participado de encontros sexuais com quatro adolescentes com idades entre 14 e 17 anos. O investigador da Polícia Civil Jefferson Pereira dos Santos teria se envolvido com outras duas adolescentes da mesma faixa etária. Os dois foram denunciados por favorecimento à exploração sexual de adolescentes.
O auditor da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza teria participado de programas sexuais com duas vítimas, sendo uma menor de 14 anos. O fotógrafo e ex-assessor da Casa Civil do Paraná Marcelo Caramori teria se relacionado com quatro meninas, sendo uma menor de 14 anos. Os dois responderão pelos crimes de favorecimento à exploração sexual e estupro de vulnerável.
Jovens aliciadoras e vítimas em comum formaram a suposta rede descoberta pelo Ministério Público. "Em relação ao Luiz Antônio de Souza, podemos falar em um lapso de quase uma década. As penas tendem a se somar", explicou a promotora. A rede, segundo ela, é formada por "núcleos e usuários efetivos, permanentes e contumazes". "Isso já ficou claro até pelo número de vítimas em relação a alguns desses usuários", relatou.
Os quatro denunciados permanecem presos e estão afastados das funções. As suspeitas também são investigadas em procedimentos administrativos internos abertos nas corregedorias da Receita Estadual e da Polícia Civil. Conforme a promotora, entre os cinco novos suspeitos também há pessoas que ocupam cargos públicos. Os nomes não foram revelados e novas diligências devem ser cumpridas até o final dessa semana. Os advogados dos quatro denunciados não foram encontrados para dar entrevista.

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