MP denuncia indiciados por fraude em licitação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de julho de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Está nas mãos do titular da 10 Vara Criminal de Curitiba, juiz Dartagnan Serpa Sá, a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) estadual contra os indiciados no inquérito que apurou suposto esquema de fraudes em licitações públicas. Segundo informações do gabinete do magistrado, ele ainda estaria analisando os autos para decidir se acata ou não denúncia protocolada anteontem.
No inquérito policial, concluído semana passada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), 27 pessoas foram indiciadas. Entre elas, dirigentes da Associação dos Empresários de Obras Públicas (Apeop), empreiteiros e um funcionário público.
Seis dos indiciados estão com prisão preventiva decretada, mas até ontem nenhum havia sido detido. São eles: o presidente da Apeop, Emerson Gava, o vice-presidente, Fernando Afonso Gaissler Moreira, Lucídio Bandeira Rocha Neto, Carlos Henrique Machado, também ligados à associação, o empresário Mário Henrique Furtado Andrade e o diretor técnico da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Lucas Bach Adada.
No site do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, a Folha constatou que foi protocolado, ontem, pedido de habeas corpus em favor dos quatro dirigentes da Apeop, ainda a ser julgado pela 1 Câmara Criminal.
O advogado de Andrade, Altamiro Alves dos Santos, também entrou com pedido de habeas corpus, anteontem, e aguarda decisão. Sobre a denúncia do MP, ele informou que ainda não teve acesso aos documentos e, por isso, não poderia comentar as acusações que são imputadas a seu cliente.
Já o advogado de Adada, Caio Fortes de Matheus, disse que seu cliente estaria sendo denunciado por fraude e formação de quadrilha, acusações que ele considera ''infundadas'', pois assegura não haver prova de envolvimento. Matheus também protocolou habeas corpus no TJ.
O inquérito do Nurce apurou que uma licitação da Comec, realizada no ano passado, teria sido manipulada para elevar em 25% o valor máximo estipulado pelo governo do Estado.


