MP denuncia ex-policial penal que sacou arma em balada
Se a Justiça aceitar a denúncia, ele responderá por porte ilegal de arma de fogo, ameaça, uso de documento falso e desacato
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de setembro de 2025
Se a Justiça aceitar a denúncia, ele responderá por porte ilegal de arma de fogo, ameaça, uso de documento falso e desacato

O MPPR (Ministério Público do Paraná), por meio da 19ª Promotoria de Justiça de Londrina, denunciou na segunda-feira (15) um ex-policial penal preso em uma casa noturna na madrugada do dia 29 de agosto. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele sacou uma arma de fogo em meio ao público. Segundo testemunhas, o homem estaria embriagado e teria ameaçado clientes e o proprietário do local.
Se a Justiça aceitar a denúncia, ele se tornará réu e responderá a processo por quatro crimes: porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, ameaça, uso de documento falso e desacato.
De acordo com o boletim de ocorrência, durante a abordagem policial o suspeito teria sacado a arma novamente e ameaçado de morte o gerente da casa noturna. O relatório também aponta que ele se apresentou como policial penal, embora não exerça mais a função.
O Ministério Público afirma que o acusado apresentou aos agentes um documento de porte de arma falso, com validade até 2026, impresso em folha sulfite. Porém, ao verificar o número no sistema online, os policiais constataram que a autorização havia vencido em 2023.
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“Segundo consta, o denunciado estava no bar, sacou a arma, municiou-a e passou a circular com ela apontada para cima, de modo ameaçador, alegando ser policial”, diz a denúncia.
Além disso, ele teria ofendido os policiais militares que fizeram a abordagem, conforme consta no boletim de ocorrência.
A defesa entrou com pedido de habeas corpus, mas a Justiça negou, e o ex-policial segue preso preventivamente.
Em depoimento na 10ª SDP (Subdivisão Policial), o ex-policial penal alegou que o registro e o porte da arma estavam vigentes. Ele também negou ter feito ameaças na casa noturna. “Em hipótese alguma”, declarou ao delegado de plantão.
A reportagem entrou em contato com a defesa do acusado, que preferiu não se manifestar.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.




