Oito pessoas acusadas de aplicar o "golpe do DPVAT" foram denunciadas pela 2ª Promotoria de Justiça de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) por formação de quadrilha, crime contra as relações de consumo, falsidade ideológica e tentativa de estelionato. Dentre os acusados estão o ex-presidente do Conselho Diretor, a ex-superintendente e uma ex-funcionária da Santa Casa de Misericórdia de Cambé, bem como proprietários e funcionários de uma empresa que presta serviços de cobrança extrajudicial e que atuavam dentro do referido hospital.
A denúncia oferecida pelo Ministério Público refere-se a uma situação ocorrida em 2008, quando um homem, que acabara de sofrer um acidente de trânsito e aguardava atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), foi abordado, dentro do hospital, por integrantes do grupo. Eles teriam lhe dito que, por meio do DPVAT, ele poderia receber atendimento mais rápido, com melhor qualidade em quarto particular e ainda teria direito a uma indenização, sem ter que arcar com qualquer despesa. Omitiram, então, que para receber o ressarcimento das despesas hospitalares pelo seguro DPVAT, até o limite de R$ 2,7 mil, o acidentado tem que pagar as despesas ao hospital e que não há necessidade de intermediários.

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