Belo Horizonte - O Ministério Público denunciou o detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho pelo assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, achada morta em um flat de luxo de Belo Horizonte, em agosto de 2000. O rapaz, um ex-namorado dela, está foragido.
Com o encerramento das investigações, o ex-governador do Estado Itamar Franco não será mais convidado a depor como testemunha, conforme anunciado na última semana pelo Ministério Público.
O motivo para o crime, segundo o grupo de sete promotores responsável pela investigação, teria sido o ciúme que Oliveira Filho tinha dos relacionamentos da moça com empresários e políticos mineiros.
O caso foi encerrado pela Promotoria na tarde de ontem, após mais de três meses de investigação. A conclusão do trabalho do grupo desmente o inquérito policial que afirmou que Cristiana havia se suicidado ingerindo veneno para ratos.
Também na tarde de ontem, foi apresentado o laudo da exumação do corpo da modelo. Nele, o perito Roberto Pereira Campos, da Universidade Federal de Minas Gerais, atesta que ela morreu asfixiada, após ter sido agredida. Segundo Campos, a moça teve nariz, dedos e uma vértebra quebrados.
Oliveira Filho teve a prisão provisória decretada no dia 9 de janeiro. Desde então ele não foi mais visto. O advogado dele não informa onde o detetive está.
Oliveira Filho, que, segundo parentes da modelo, manteve um relacionamento violento com Cristiana, alega inocência.

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