Londrina – A 6ª Promotoria Criminal de Apucarana ofereceu ontem denúncia contra 33 pessoas envolvidas no esquema de corrupção e falsificação de produtos, incluindo três servidores públicos estaduais. O esquema foi desbaratado no início do mês durante a Operação Jolly Roger.
O Ministério Público constatou que empresários locais corrompiam policiais para poder produzir e comercializar bonés e camisetas piratas livremente (parte dos materiais abastecia o mercado de rua de São Paulo). Na ação, encaminhada à 2ª Vara Criminal de Apucarana, foram denunciadas 33 pessoas por formação de quadrilha, 31 de corrupção ativa e passiva e quatro por falsidade ideológica.
"Esta foi uma das maiores investigações dos últimos meses na região, que teve como base principal
a formação de quadrilha e corrupção. A pirataria foi um instrumento que impulsionou a corrupção policial", observou o promotor Evandro Augusto Dell Agnelo Santos.
Pelo menos quatro pessoas continuavam presas até ontem, dentre elas o ex-delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial, Valdir Abrahão, e dois investigadores. Eles também respondem processo administrativo junto à Corregedoria da Polícia Civil.
Esta foi a primeira de uma série de denúncias que devem ser oferecidas pela promotoria. "Há outra questão que envolve a parte financeira de sonegação fiscal, que ainda nem constou na denúncia, e está sendo apurada. Certamente virá outra denúncia, aguardamos apenas a avaliação da Receita Federal", disse Santos.
A Promotoria requereu também o sequestro de mais de 100 imóveis pertencentes aos empresários acusados, que servirão "para acautelar a perda de bens acrescidos ilicitamente ao patrimônio privado dos acusados e o ressarcimento do erário em face da sonegação", descrevem os promotores na ação. Essa questão será apreciada pelo juiz José Roberto Silvério.

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