Curitiba - Quinze dias após o corpo da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, ter sido encontrado em Colombo, na Grande Curitiba, ainda existem muitas dúvidas sobre a autoria do crime. O Ministério Público do Paraná (MPPR) espera dar uma resposta sobre o caso na próxima segunda-feira, quando termina o prazo previsto pela Justiça para que o órgão se manifeste sobre a possibilidade de denunciar ou não os acusados pelo assassinato da jovem.
Segundo um dos promotores do caso, Paulo Markowicz de Lima, quatro laudos periciais chegaram ontem ao órgão. "Quando recebemos o inquérito havia apenas declarações de testemunhas, não as provas periciais. A polícia deu o caso como encerrado, mas quando os autos chegaram aqui pedimos complementações. Os laudos chegaram hoje (ontem) e temos que analisá-los calmamente. Ainda não tenho uma posição. Não posso afirmar de maneira absoluta que vamos denunciá-los ou que não vamos denunciá-los", disse.
O promotor aponta ainda que nenhuma linha de investigação foi descartada. Segundo ele, existe uma série de circunstâncias que precisam ser analisadas antes de apresentar uma conclusão segura, incluindo os exames de DNA, estimativa de data e horário da morte da adolescente, tempo que o corpo permaneceu no poço d'água, entre outros fatores.
"O exame pericial do IML não exclui a possibilidade de ter ocorrido uma relação sexual sem ejaculação, por exemplo, e não descarta a responsabilidade dos rapazes suspeitos sobre o homicídio. Tudo está sendo analisado com cautela", ressaltou.
O promotor lembra que as investigações desenvolvidas em conjunto com o promotor Ricardo Casseb Lois, da Procuradoria de Justiça de Colombo, dizem respeito ao homicídio de Tayná e à violência sexual. As apurações sobre suspeitas de tortura estão sendo conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e todas as informações recolhidas, bem como os exames de corpo de delito realizados ontem, serão repassadas para os promotores.
"Temos que ter cuidado para não acusar a autoridade policial de forma irresponsável e, caso se comprove as denúncias, verificar se as agressões foram cometidas para obtenção da confissão ou se foi posteriormente", reforçou.

Contraprova
A contraprova do exame de DNA feito com os quatro suspeitos, confirmou o resultado anterior. O sêmen encontrado no corpo da adolescente não pertence a nenhum dos acusados. A informação é da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Porém, de acordo com a assessoria do órgão, isto não exime uma possível participação dos detidos no crime, já que eles seguem sendo investigados pela nova equipe de policiais civis designados para o caso. As investigações seguem em sigilo.

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