Paris - A morte do brasileiro Oscar Kodama, 28 anos, no domingo, diagnosticada no Hospital Saint-Anne, de Paris, levou o Ministério Público da cidade a abrir investigação sobre as circunstâncias precisas em que o fato aconteceu. A ação tramita no Tribunal de Grande Instância e tem como objetivo dirimir as dúvidas sobre as 24 horas em que o jovem passou vivo, mas com nítidos problemas de saúde, na capital francesa. Kodama viajava ao Japão, onde havia obtido um emprego por intermédio de uma agência especializada no Paraná. Daí para frente as informações são vagas, tanto para a família, quanto para o Consulado do Brasil em Paris.
  De acordo com Pascal Cousseau, diretor de Vendas da All Nippon Airways (ANA), destacado pela companhia para atender à imprensa, Kodama teria chegado a Paris no sábado em vôo da TAM. No Aeroporto Internacional Roissy-Charles de Gaulle, faria a conexão para Tóquio em um dos aviões da empresa.
  A aeronave teria deixado o terminal às 20h13. Minutos depois, quando a tripulação ainda esperava a autorização para a decolagem, uma aeromoça teria alertado o comandante que um passageiro vomitava, em meio a uma crise de saúde de razões desconhecidas. As 20h20, o comandante do vôo teria decidido retornar ao terminal. Cinco minutos depois, Kodama estava em uma ambulância, na qual foi transportado ao centro médico do aeroporto. ‘‘Daí para frente não temos mais informações, até porque seu histórico médico é um dado privado e confidencial’’, esclareceu Cousseau.
  No domingo, Kodama teria retornado ao aeroporto para embarcar, valendo-se de uma nova reserva que teria sido feita pela ANA. ‘‘No saguão, o passageiro parecia que não estava passando bem. Ele estava sentado no chão’’, disse Cousseau. ‘‘Pedimos a ajuda de um passageiro, que serviu como intérprete. Ele nos disse que estava com dificuldades para compreender o que o senhor Kodama queria, porque nem mesmo esclarecia se queria embarcar.’’
  Com a ajuda dos funcionários da companhia e do passageiro, o brasileiro teria sido levado até o check-in. Lá, teria se deitado no chão. ‘‘Um médico do serviço do aeroporto foi chamado, e a polícia foi acionada para encaminhá-lo ao hospital’’, diz o diretor. ‘‘A partir de então, mais uma vez não tivemos mais notícias suas. O que posso garantir é que ele não morreu durante o vôo, como chegou a ser dito.’’

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