MP critica falta de médicos em plantões
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O Ministério Público (MP) exigiu ontem providências da Secretaria Municipal de Saúde e da 17ª Regional de Saúde para resolver o problema de falta de médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul.
A falta de médicos é uma rotina que a população enfrenta em Londrina e que se agrava nos plantões noturnos e durante os fins de semana. O MP abriu um procedimento administrativo para apurar a falta de profissionais após reclamações de plantonistas e de um pedido de providências encaminhado pela Câmara Municipal de Londrina.
"O objetivo foi aproximar as partes e facilitar o diálogo. Problemas todas as esferas têm, mas é preciso buscar alternativas para que a população não continue sofrendo", frisou o promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares.
O Consórcio Intermunicipal do Médio Paranapanema (Cismepar) informou que já fechou as escalas de plantões dos hospitais de outubro e está finalizando a de novembro e garantiu que irá manter, no mínimo, quatro médicos por plantão dois clínicos gerais, um pediatra e um cirurgião. Outra medida anunciada é o aumento dos valores pagos por plantão. Atualmente, por uma escala de 12 horas, os médicos recebem R$ 850. Este valor subirá para R$ 950 durante a semana e R$ 1.050 nos fins de semana. Muitos médicos preferem, mesmo ganhando um pouco menos, trabalhar em cidades da região, já que o número de atendimentos não é tão grande como em Londrina.
De acordo com o diretor administrativo do HZS, Joselito Tanios Hajjar, 85% dos atendimentos realizados no hospital são de pacientes que poderiam ser atendidos em postos de saúde. "Isso causa uma superlotação e acaba pressionando os médicos, que na maioria das vezes estão começando na carreira. Se esta procura espontânea caísse para 40%, estaríamos em uma situação muito mais confortável", explicou. Hajjar ressaltou que não faltam médicos no HZS e em cada plantão há pelo menos três profissionais.
O grande problema é que quando a população procura as UBS o atendimento também não é satisfatório e com isso o único caminho é ir até um hospital.
A dona de casa Benedita Guimarães de Souza, de 90 anos, moradora do Conjunto Aquiles Stenghel, na zona norte, foi aos postos do Aquiles e do Maria Cecília, mas só quando chegou ao HZN é que conseguiu melhorar das dores no peito e nas costas. "Você vai no posto e está lotado, chega lá não tem raio X. Aqui no hospital também é bem demorado, mas pelo menos fiz inalação, o raio X e fui medicada. Só tinha um médico atendendo, mas pelo menos fui bem atendida", relatou.
O secretário de Saúde, Francisco Eugênio Alves de Souza, ressaltou que somente este ano o município já contratou mais de 60 médicos e outros 26 serão chamados. Declarou ainda que o atendimento deve melhorar com a construção de mais uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e dos postos do Jardim Campos Verdes e do Residencial Vista Bela, ambos na zona norte. "Vamos garantir pelo menos dois profissionais durante os plantões nas UBS que possuem pronto atendimento", prometeu o secretário.
Seleção
A Autarquia Municipal de Saúde (AMS) convocou ontem, por meio de publicação no Jornal Oficial do Município, 28 profissionais de saúde que se enquadravam nas vagas reservas de teste seletivo. Eles vão substituir profissionais com contratos temporários vencidos. A vigência dos novos contratos será até a realização do concurso público.


