Rio (AE) - O Ministério Público começou a ouvir hoje testemunhas-chave sobre a morte do coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, ex-secretário da Polícia Militar no governo Leonel Brizola, e do sargento da PM Sidney Rodrigues, que segundo conclusões iniciais da polícia teria matado o oficial e depois tentado o suicídio. A versão foi derrubada com os laudos de balística e do Instituto Médico Legal. Os depoimentos foram tomados pela coordenadora da Central de Inquérito do MP, promotora Maria Aparecida Lamoglia. Até a tarde de hoje quatro pessoas foram ouvidas, mas seus relatos mantidos em sigilo.
De acordo com o promotor Júlio César Lima dos Santos, do 4º Tirbunal do Júri do Rio, os depoimentos podem esclarecer dúvidas que surgiram após a conclusão dos laudos dos Institutos Médico-Legal (IML) e de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Os exames indicaram que o sargento não tentou o suicídio, pois a bala que o atingiu na cabeça foi disparada a distância e não havia sinais de pólvora no local.
Hoje os primeiros a ser ouvidos pelo MP foram os PMs Marcelo Miranda da Silva e Renato Viera Lopes e os dois seguranças das Termas da Termas Aeroporto, Marcus Vinicius e Alfredo da Costa Ferreira Filho, em cujas mãos os peritos encontraram vestígios de pólvora. A terma funciona ao lado edifício Maguns, onde ocorreu o crime na tarde de 14 de setembro.
Oito testemunhas já haviam sido ouvidas pela polícia, que acabou ingnorando as versões contraditórias e sustentando que Rodrigues matou Cerqueira e depois suicidou-se com um tiro na nuca. Para o promotor, uma terceira pessoa pode estar envolvida no crime. Na fase inicial das investigações policiais os dois seguranças da termas disseram que estavam longe do edifício Magnus no momento do crime. Entretanto, Marcus Vinicius e Ferreira Filho foram submetidos a exames de presença de pólvora que apresentaram resultado positivo, o que demonstra que eles podem ter estado no local.
Até o final da tarde a promotora Maria Aparecida não havia dado informações sobre os novos depoimentos.

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