Curitiba - A Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), propôs ontem ação civil pública a fim de cobrar do município programas oficiais de auxílio, orientação e tratamento para crianças e adolescentes usuários ou dependentes de substâncias psicoativas. A FOLHA já havia noticiado a escalada da violência em Fazenda Rio Grande, terceiro município paranaense com maior crescimento no número de homicídios infanto-juvenil entre 2003 e 2008.
O promotor de Justiça Leonardo Nogueira da Silva, do Ministério Público de Fazenda Rio Grande, requer, entre outros pedidos, que o orçamento municipal em 2011 priorize o tratamento a dependes químicos. Na ação ele cita casos de dois adolescentes que cometeram atos infracionais e não tiveram suporte da Saúde da prefeitura para tratamento contra as drogas, conforme encaminhamento do Judiciário. A omissão, diz o promotor, pode ser a principal causa do índice de criminalidade registrada no município, com aumento de 270% nos crimes cometidos contra a vida registrados na cidade, no mesmo período.
Além dos 17,2% dos jovens de 15 a 17 anos fora das escolas no Paraná, conforme indicadores do IBGE, a FOLHA também já havia noticiado o aumento nas internações no Centro Psiquiátrico Metropolitano (CPM), responsável por tratar jovens com problemas de drogadição da RMC. De 2009 até agora o número dos que procuram o CPM para se livrar da dependência de crack passou de seis para dez.

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