Curitiba- Aproximadamente 150 adolescentes que cometeram algum tipo de infração estão, hoje, em delegacias e cadeias públicas do Estado, em muitos casos repartindo o mesmo espaço físico com presos comuns. Essa situação está em total desacordo com a lei, que prevê que menores devem cumprir medidas sócio-educativas em unidades de internação específicas para essa faixa etária.
Na tentativa de reverter a situação, o Ministério Público (MP) do Paraná cobra do governo do Estado um programa de ações para regionalizar medidas de internação. Um dos objetivos é manter os jovens em unidades próximas às suas famílias.
A promotora de Justiça Marcela Marinho Rodrigues diz que tão importante quanto a regionalização é a garantia de que dentro dessas unidades exista uma proposta pedagógica para recuperar os internos. ''É preciso saber o que ele fez lá dentro, o que foi feito para ele melhorar. Se nada for feito, ele vai voltar para rua pior do que saiu'', diz a promotora que junto com o procurador de Justiça e coordenador do Centro de Apoio da Infância e Juventude do MP, Luiz Francisco Fontoura, organizou ontem um Encontro Estadual de Juízes de Direito e Promotores de Justiça da Infância e Juventude.

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