MP apura responsabilidades da Vale
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quarta-feira, 09 de dezembro de 2015
(José Marques/Folhapress) 
Belo Horizonte - "Se a Vale jogava 5% ou 28% de rejeitos [de minérios] na barragem do Fundão, ela é igualmente responsável [juridicamente]." A frase é do procurador José Adércio Leite Sampaio, que chefia um grupo que apura as responsabilidades civis do rompimento do último dia 5 de novembro e que matou ao menos 15 pessoas. Junto da anglo-australiana BHP Billiton, a empresa é dona da Samarco. Além das mortes, outras quatro pessoas estão desaparecidas. A tragédia causou uma destruição ambiental que chega ao litoral do Espírito Santo, a 700km de distância. A Vale diz que seus rejeitos correspondem a apenas 5% do total de Fundão, mas relatório do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) mostra que, em 2014, essa quantia correspondia a 28% de todo o volume.


