MP apura lançamento de óleo no rio Atibaia, em Sumaré
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terça-feira, 05 de outubro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, 06 (AE)-O Ministério Público vai instaurar inquérito civil para identificar os responsáveis pelo lançamento clandestino de óleo nas águas do rio Atibaia. O crime, na última sexta-feira, provocou o corte no fornecimento de água para cerca de cem mil moradores de Sumaré, a ... quilômetros de São Paulo. Ontem (05) uma nova mancha de óleo apareceu no rio, perto da Estação de Tratamento de água (ETA) do município, que tem 200 mil habitantes.
A Polícia Civil e a Cetesb iniciaram as investigações na segunda-feira, mas até o início da tarde de hoje (06) o responsável pelo despejo do óleo não havia sido identificado. A poluição de mananciais que resulte em corte no abastecimento de água é crime previsto pela legislação ambiental. A pena para o autor varia de um a cinco anos de reclusão, além de multa que pode chegar a R$ 50 milhões.
O lançamento de óleo na sexta-feira alcançou três quilômetros de extensão e obrigou o Departamento de Abastecimento e Esgoto (DAE) de Sumaré a cortar o fornecimento para metade da população. A expectativa dos técnicos era de que o abastecimento pudesse voltar ao normal na terça-feira, mas o segundo vazamento, no mesmo local, levou a um novo corte no fornecimento de água.
Em Piracicaba, cerca de 180 mil moradores também estão sem água desde a madrugada de hoje por causa de um problemas na Estação de Tratamento de água (ETA) de Capim Fino, responsável por 80% do abastecimento da cidade. De acordo com os técnicos, o fornecimento só deverá voltar ao normal a partir de sexta-feira. Até que os reparos sejam concluídos, os bairros atingidos receberão água em sistema de revezamento.
Em Campinas, moradores de onze bairros também ficaram sem fornecimento de água hoje. Segundo a administração municipal
o abastecimento foi interrompido para obras de alargamento no canal do córrego Piçarrão. A previsão é de que a situação só voltará ao normal a partir das 23 horas de hoje.


