MP aponta plágio em mais três provas do concurso da Saúde
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Promotoria do Patrimônio Público de Londrina identificou que mais três provas do concurso da Saúde, realizado no dia 14 de julho, também foram plagiadas. Uma delas teria sido copiada na íntegra. Os testes em questão são para enfermeiro de urgência e emergência, nutricionista e médico. As provas para enfermeiro auditor e fisioterapeuta já tinha sido anuladas.
A informação dos "novos" plágios consta da recomendação da promotoria, emitida na última quarta-feira, que gerou o cancelamento do concurso público, que incluía provas para 17 cargos.
A promotora Sandra Regina Koch preferiu não falar sobre o assunto com a FOLHA. Ela instaurou um inquérito que pode culminar com uma ação civil pública contra os responsáveis pela suposta fraude no concurso. A promotoria também apura a outras denúncias: acesso antecipado aos testes, uma examinadora que teria prestado a prova e ligação entre aprovadores e examinadores.
A Prefeitura de Londrina pretendia contratar 432 servidores para várias funções na área da saúde. O órgão optou por usar servidores próprios na confecção das provas, alternativa justificada pela falta de tempo hábil para contratação de uma empresa especializada na elaboração de concursos públicos.
A Secretaria de Saúde não revela o número de pessoas envolvidas na elaboração das provas oficialmente informa que cada teste contou com a participação de pelo menos dois examinadores. Todos devem ser ouvidos pela sindicância aberta para apurar supostas fraudes no concurso.
O processo investigativo é conduzido pela corregedora-adjunta Adriana Granado. O prazo para entrega do relatório final é de 180 dias. "Ela pode ouvir quantas pessoas forem necessárias. Este procedimento vai apurar quais condutas foram praticadas, quem foram os autores e quais infrações supostamente os servidores praticaram. O relatório vai subsidiar um futuro processo administrativo disciplinar, caso sejam constatadas irregularidades", afirmou o corregedor-geral da Prefeitura, Alexandre Trannin. Os servidores envolvidos podem até ser exonerados.
"Esses servidores passam a ser acusados por uma conduta específica e tem direito a ampla defesa. A pena prevista no Estatuto do Servidor varia de uma advertência, repreensão, suspensão de até 30 dias ou até demissão do cargo público", alertou.


