Movimentos lutam para ampliar cotas na UEL
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Marcos Roman <br>Reportagem Local 
Londrina - O sistema de cotas raciais e sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está sendo reavaliado. Movimentos que defendem a ampliação real do número de beneficiados pretendem agendar uma audiência pública para debater o tema com toda a sociedade. O evento deve acontecer no mês de agosto, semanas antes da avalição final da entidade.
A UEL instituiu o sistema de cotas em 2004, prevendo que 40% das vagas de cada curso fossem divididas entre 20% para egressos de escolas públicas e outros 20% para afrodescendentes. De acordo com dados da instituição, de 17.962 estudantes matriculados entre 2005 e 2010, um total de 11.645 (64,83%) ingressaram pelo sistema universal, outros 5.046 (28,09%) pela cota de alunos de escola pública e 1.271 (7,08%) pela cota de negros.
Segundo os representantes do Coletivo Pró-Cotas, há uma possibilidade que a UEL exclua as cotas raciais e mantenha apenas as cotas sociais. ''O término das cotas seria um retrocesso para toda a população. Vale lembrar que os negros representam 24% da população de Londrina. São pessoas que devem ter as mesmas chances das demais'', argumentou a integrante do Coletivo, Larissa Mattos Diniz.
Segundo a gestora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Londrina, Fátima Beraldo, assim como o Coletivo Pró-Cotas, o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR) também está envolvido no debate das cotas e na luta pela garantia dos negros no ensino superior.
O Coletivo Pró-Cotas também luta pelo fim do sistema de proporcionalidade. ''Pela proporcionalidade, 20% dos estudantes afro-descendentes inscritos no vestibular conseguem entrar na universidade, ou seja de 10 negros que fizeram inscrição apenas dois entram na universidade. Na realidade os negros deveriam ter acesso a 20% do total de vagas ofertadas em cada curso'', explicou.
De acordo com o pró-reitor de Graduação da UEL, Ludoviko dos Santos o sistema de cotas terá continuidade. ''Já estava prevista esta avaliação sete anos após a instituição das cotas. O desempenho dos cotistas confirma que estamos no caminho certo. As notas deles são equiparadas às dos demais alunos e a evasão entre os cotistas é menor'', afirmou.
Santos informa que o que o tema central do debate é justamente o fim da proporcionalidade. ''Também não achamos justo que calcular a cota sobre o número de cotistas inscritos, mas sim garantir sobre o total das vagas ofertadas. Tudo isso será discutido pelo Conselho Universtiário da UEL, que já se mostrou favorável à questão'', acrescentou.


